Assine o Feed desse BlogTe quero. Te quero muito. Às vezes te vejo em meio à folhas de papel ou rabiscos no meu caderno. Te enxergo pelos lugares que passo. Me pego distraída por tua causa. Te materializo aqui do meu lado. Por vezes você realmente está aqui. Tão perto e tão distante. Te toco e não te tenho. Te tenho, mas nunca por inteiro. Nunca como eu quero. Você também me quer. Te tenho ciumes. Você também. Te tenho em delírios. Você também. Mas me privo de ser feliz. E não me permito te ter agora.......
Sempre acreditei em amor à primeira vista. Apesar de nunca ter vivido um e, mesmo com a minha armadura de garota bem resolvida, no fundo, bem fundo, sempre fui menina que espera na janela seu príncipe encantado. E você sabe bem. No dia em que te vi, deixei de acreditar em amor à primeira. Passei a viver um. E como que em câmera lenta, vi seu rosto e seus olhos encontrarem os meus. Não apenas vi. Senti. E não apenas os olhos. O corpo inteiro.
Nostalgia profunda. Como se a felicidade fosse algo distante demais. Chove lá fora. Chove dentro de mim. Te olho nos olhos e mascaro toda dor por de trás de um riso bobo, riso de quem não quer mostrar tristeza. Sinto o vazio das lembranças E as lembranças do meu vazio. Do que nunca aconteceu, mas que me faz tanta falta. É minha automutilação. E o pior é reconhecer, que sim, ela me reconforta. Sinto saudade dos momentos nunca vividos. Choro pelas promessas de amor que você jamais fez.
As pessoas acertam quando dizem que a gente dá valor mesmo quando perde. Meu Deus... Acho que só quem tem algo como eu faz noção do que é... Da FALTA que faz. De ter alguém pra partilhar segredos, pra rir de coisa alguma, pra cometer o pecado de ficar reparando na vida alheia. Pra fazer nada e fazer desse nada, a melhor coisa possível a se fazer. E é, cada dia passando longe das minhas amigas que eu vejo COMO vocês me fazem falta. Família também faz falta, é claro, mas com a família a gente semp
Crucifixo de meu orgulho soberbo. Faz de mim impulsiva, quando nada quero além de satisfação. Vive o sol que se opõe ao poeta. O poeta faz palavras... E de mil palavras enchem-se versos. Coisas nenhumas me mostram raiva, ódio e aborrecimento meus. Quando sozinha me vejo, aprendo a viver sem esse sol. Convivo com meu desespero sarcástico, que faz de mim pedras numa caixa de tesouros. Tento. Não consigo. Mudo. Desfaço. E muda, volto a errar.
A vida te exige ser melhor a cada dia. VOCÊ se exige. Nunca há auto-confiança suficiente. E quando há, não demora muito para você perceber que é impotente. Dentro de você ecoa que não está apta e que não é boa o suficiente. Por um segundo desiste e desacredita de tudo. Pensa o quão "normal" e nada especial você é. Parece que sempre o que você quer é o mais difícil. O seu sonho está sempre mais longe... Para os outros tudo é tão fácil, não é?! E aí, você já não sabe mais se acredita nas ilusões q
Era como se ela não fosse ela. Como se fosse um fantoche, em que ele era a mão. E, submissa às suas vontades, fez-se escrava, fez-se pequena, fez-se paixão não correspondida. Duro era olhar com um olhar apaixonado para aquele que só lhe via com indiferença. Mas a vida é ingrata, e a paixão mais ainda. E mesmo sabendo, e mesmo lutando contra tudo aquilo, de nada adiantava! Era tudo em vão. Pois seu coração dizia: SIM! E quem é que manda no coração?.
São lágrimas. São marcas de um coração aflito. Apertado. Angustiado. São emoções confusas e difusas. Confundidas e misturadas. Tão distantes, mas ao mesmo tempo tão iguais. Emoções desordenadas, de um coração que busca se entender pela razão. Mas a razão é algo que já não existe. E de tanto se perder, de tanto procurar sem achar, o coração ficou sozinho. Isolado no seu mundo. Um mundo só de lágrimas.
Ela esticou a mão, sem levantar o rosto. Apertava firmemente o envelopinho, decorado manualmente com recortes de revista e adesivos infantis. Ele olhou para o envelope. Olhou para ela. Não viu sua face. Olhou para o envelope. Pegou-o. Fez-se um silêncio por segundos intermináveis. Ela levantou o rosto. Um sorriso angelical. Os olhos cheios de lágrimas. A cara de menina com um olhar profundo. Ele retribui o olhar, apesar de não saber ao certo o que estava acontecendo.
São máscaras. Acredite. São máscaras de alguém sem coração, arrogante, autoconfiante, sem dias ruins. São máscaras de prepotência, de rancor, de alguém forte. Mas que bobagem! São só máscaras... Máscaras de algo que eu mesma quero me fazer acreditar. Porque esconder, é tão mais fácil que mostrar... E por muito tempo me escondi de trás delas, acreditando na minha própria mentira. Jurando ser eu ali. Mas não era. Não é. Mas máscaras algum dia acabam, e deixam de esconder nosso fracassos.
Como explicar? São milhares de sentimentos que não sei definir... É uma angústia que me rasga a garganta a cada olhar, vendo fundo, seus anos de dedicação e as tantas expectativas, as quais, eu mesma pus fim. Uma culpa que assumo, por tudo o que queria que sempre desse tão certo. Uma culpa pra me convencer de que tudo ainda vai ficar bem, e que só não ficou ainda, por MINHA culpa. Culpa minha. É uma tristeza que me sufoca, me deixando sem ar.
Brinco de me confundir. Quando acho que me conheço, me surpreendo ainda mais com uma nova verdade, que me aparece escancarada, com o sorriso mais cara-de-pau que pode existir, e que sem dó nem piedade me deixa ainda mais longe de conseguir me entender. Vejo minha consciência tentando iludir meu coração. Minha razão agora, já é leviana. Sinto angústias de nenhum sofrimento e nostalgia das lembranças nunca existiram. Me frusto com histórias inventadas.
Eu te vejo de um jeito. Você me convence de que estou errada. Você muda meus conceitos. Faz da minha cabeça um turbilhão. Dá uma nova esperança ao que eu já dizia ser incrédula. Assim, faço-me indagações. Ponho-me a refletir e resgato do meu interior, um lado meu que há tempos andava abandonado. Esperando o momento certo para voltar a fazer parte de mim. Achei que era o momento certo. Seria se realmente fosse. Hoje sei que não era. Depois de me refazer com uma nova visão, depois de um choque de
Num dia bem, no outro nem tanto. Mal, fraca, incapaz. Precisando de alguém pra tudo. Seu reflexo no espelho é abatido feio e pálido. Era o que eu precisava. Só mesmo com um chacoalhão desses para lembrarmos... Lembrarmos de que não somos nada. Nada além de insignificantes. De que existe alguém muito maior que nós. E pra vermos que as pessoas a nossa volta, realmente estão ali porque nos amam e se preocupam. Pra gente perceber que pedimos todos os dias coisas tão superficiais e esquecemos de agra